O Feitiço Peludo de Ser Gente
- Monica March
- 17 de abr. de 2025
- 1 min de leitura
Senhoras e senhores, para as pessoas que ainda não conhecem, apresento-lhes Bartolomeu. Ou Bartô, para os íntimos. Membro oficial da família com direito a presença obrigatória em todas as fotos e reuniões importantes.
Dizem que escritores precisam de silêncio. Mentira. Precisamos de gatos. De preferência deitados sobre o notebook, forçando paradas estratégicas no trabalho porque, obviamente, o conforto felino é prioridade nacional.
Bartô tem PhD em derrubar objetos da mesa exatamente quando estou no clímax da digitação inspirada. Arte contemporânea felina.
Enquanto isso, Lilo está por perto. O anti-influencer da casa. Tímido, odeia ser fotografado e vive sua vida offline com uma tranquilidade invejável. Esperto esse menino, deixa os holofotes para o irmão enquanto observa tudo nos bastidores.
Aqui em casa não tem essa de “é só um gato”. É gente de pelos. Com personalidade, CPF e direito a escolher o filme no streaming.
A magia desses seres é inexplicável. Dormem 20 horas por dia e ainda assim são mais sábios que todos nós juntos.
Quando me perguntam como aguento a solidão da escrita, rio. Que solidão? Tenho supervisores literários de quatro patas que cobram cafuné como pagamento.
Bartô e Lilo, obrigada por me ensinarem que às vezes o melhor da vida é simplesmente se esticar ao sol e ronronar.


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